Um episódio da História do Brasil conta que em 1843, o príncipe Philippe, filho do rei da França, se casa com a princesa Francisca Carolina, filha de Dom Pedro I. Esta recebe como dote terras devolutas na província de Santa Catarina, no distrito de São Francisco do Sul, com 25 léguas quadradas, entre os rios Três Barras e Itapocu.
Com o golpe de estado e a queda do rei francês em 1848, o príncipe e sua esposa acompanham o ex-monarca ao exílio na Inglaterra. Para contornar dificuldades financeiras, cede em contrato parte das terras da esposa para a Companhia Colonizadora Hamburguesa, do senador alemão Mathias Schroeder. Assim nasceu a Colônia Dona Francisca, mais tarde Joinville, hoje a maior cidade do Estado de Santa Catarina.
Para homenagear os príncipes e recebê-los com conforto nos veraneios, foi ordenada a construção de um palácio, com a entrada delimitada por duas filas de palmeiras imperiais (hoje Rua das Palmeiras). Ricamente mobiliada, a construção é hoje o Museu Nacional de Imigração e Colonização. O casarão nunca recebeu seus donos, pois os mesmos não chegaram a conhecer a região.
Em ‘Esperando Godot’, Beckett elabora uma paródia que expõe a alienação vivencial a que é submetida e/ou a que se coloca a sociedade contemporânea. Gregório Dantas em seu “A espera absurda: comentários sobre Esperando Godot”, coloca que “é a espera que parece dar sentido às suas vidas (à dos personagens)”.
A proposta deste espetáculo é expor, através do ato cênico e da linguagem clownesca, as metáforas decorrentes de uma espera absurda por alguém (ou algo) que nunca vem ou que nunca virá. É também uma metáfora para as iniciativas que devemos tomar, como artistas e cidadãos, no sentido de realizarmos aquilo que percebemos – racional e/ou intuitivamente – como necessárias, porquanto fundamentais, dentro do meio no qual estamos inseridos.
FICHA TÉCNICA
Luciano Fusinato – Direção, Pesquisa, Dramaturgia, Montagem, Iluminação e D. Gráfico
Laércio Amaral – Atuação, Pesquisa, Dramaturgia, Montagem e Cenografia
Jô Fornari – Atuação, Pesquisa, Dramaturgia, Montagem, Figurino e Produção
Marianne Consentino – Responsável pelo Oficina “A subjetividade do ator e o clown”
quinta-feira, 16 de julho de 2009
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